
A Vila Histórica do Ventura, um dos tesouros mais emblemáticos de Morro do Chapéu-BA, segue avançando em sua preservação e fortalecimento turístico. Recentemente, a equipe da Secretaria de Cultura (SECULT) do município esteve reunida com a nova Diretoria da Associação dos Filhos e Amigos do Ventura (AVILA) para alinhar estratégias voltadas à valorização do patrimônio local.Entre os temas debatidos, destacou-se a importância da participação da AVILA em editais de fomento à cultura e ao turismo, visando a captação de recursos para a construção do Centro de Apoio ao Turista e Memorial Histórico. Esse espaço será fundamental para preservar a memória da vila, que tem uma trajetória marcada pelo ciclo do garimpo e sua importância econômica nos séculos XIX e XX. Outro grande avanço anunciado foi o tombamento definitivo da Vila do Ventura pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Com esse reconhecimento, a prefeitura intensificará as ações de proteção do local, em parceria com o IPAC, para definir duas áreas estratégicas:
✅ Área de Proteção Rigorosa: regiões onde qualquer tipo de intervenção será altamente controlada para garantir a preservação do patrimônio.
✅ Área de Proteção Contígua: espaços que exigem medidas específicas para harmonizar o desenvolvimento da vila com a conservação do seu legado histórico.

Tradição e História Viva.

Além das discussões estratégicas, a equipe da SECULT visitou a residência do Sr. Flamarion Modesto, um dos mais antigos moradores da comunidade e contador de histórias do Ventura. Em um momento especial, ele apresentou um oratório com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, recebido como presente e que simboliza a devoção e a tradição religiosa enraizadas na vila.
A Vila do Ventura e Seu Legado
A Vila do Ventura teve seu auge entre 1840 e 1864, impulsionada pela descoberta de diamantes que atraiu milhares de garimpeiros. No entanto, a Guerra do Paraguai (1864-1870) reduziu drasticamente a população masculina, levando à primeira grande decadência da vila. Com o término do conflito, a região voltou a crescer, mas foi novamente afetada pela crise econômica no final dos anos 1920 e pela escassez de diamantes nos anos 1930, o que selou seu declínio definitivo. Atualmente, a vila é um verdadeiro museu a céu aberto. Com cerca de 40 construções, incluindo ruínas e um cemitério histórico, ela abriga aproximadamente 15 moradores fixos. Seu patrimônio arquitetônico e a vestígios da época do garimpo ilustram tanto a prosperidade quanto a decadência da mineração na Chapada Diamantina.
Turismo e Natureza: Riqueza Além da História
Além de sua riqueza histórica, a região oferece experiências únicas para os amantes da natureza e do turismo ecológico. A Cachoeira do Ventura, acessível por uma trilha de 6 km, é um espetáculo à parte, proporcionando um cenário paradisíaco para os visitantes. Já o sítio arqueológico Cidade das Pedras impressiona com suas formações de arenito e suas enigmáticas pinturas rupestres, testemunhos da presença humana ancestral na Chapada Diamantina.
Preservação e Desenvolvimento Sustentável

A reunião entre a SECULT e a AVILA reforça o compromisso de Morro do Chapéu com a valorização da Vila do Ventura, unindo esforços para preservar sua identidade cultural e impulsionar o turismo sustentável. Com o tombamento definitivo e a busca por novos investimentos, o futuro da vila promete ser tão fascinante quanto sua história. Se você ainda não conhece a Vila do Ventura, prepare-se para uma viagem no tempo e descubra esse incrível patrimônio que faz de Morro do Chapéu um destino imperdível na Bahia!
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